"ENTRE NÓS E AS PALAVRAS, O NOSSO DEVER DE FALAR" Mário Cesariny, in:Pena Capital
Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007
o meu conceito social.01

O vencimento é um serviço prestado

Ao longo dos anos sempre me preocupou este assunto das diferenças sociais entre um povo, relativamente pequeno em dimensão de superfície terrestre, mas enorme na dimensão da criatividade.

Essa criatividade nem sempre tem sido colocada ao servido de uma evolução social justa e equilibrada, graças tão somente a uma modificação contínua de estratégias políticas, fruto de experiências várias entre uma esquerda ambiciosa e uma direita moderada, ambas senhoras do seu nariz, e de uma dependência quase total dos movimentos económicos ditados pelos Estados Unidos e outros países que, pela sua astúcia ou dimensão, por vezes dois em um, se vêem impondo, dilacerando o nosso frágil sistema.

Com tudo isto, e usando uma frase já mais que conhecida, os ricos são cada vez menos, mas cada vez mais ricos e os pobres são cada vez mais e mais pobres.

No nosso País, e certamente nos outros, o sistema social está corrupto, corrompido há longos anos, pela forma como se vêm adoptando  fórmulas que estão totalmente desfasadas da evolução do tecido laboral.

Há ideias impostas de que o patrão é o senhor e único responsável por tudo o que acontece a um chamado empregado, para o qual concorre todo um sistema também dito social. 

Há ideias que estão institucionalizadas de que o vencimento é o salvador da pátria social, deste sistema corrompido há imenso tempo.

Há muito que, nesta evolução ditada pelo computador e seus apêndices, que o vencimento é, como outra qualquer despesa empresarial, simplesmente isso - matéria prima, que na gíria, só pode ter um único nome, para todos, mas para todos mesmo - SERVIÇO PRESTADO.

É muito simples alguém  pedir um canalizador para regular uma torneira e no final perguntar quanto custou.

Deslocação, tempo de trabalho, material. Soma, mais IVA e dá cá. E pronto. Adeus e até á próxima.

No dito e chamado empregado não é assim. O patrão acarreta sobre si uma quantidade de obrigações que nem Deus conseguiria cumprir toda a vida.

Mas porquê?

Precisamente pelo que disse atrás. Experiências várias entre gente ambiciosa e moderada que nunca se entenderam.

Porque teremos  que ter sempre o sistema social regulado pelo vencimento? Mas por que raio há-de ser o patrão o único responsável pelo sucesso ou não de uma empresa? É que na hora de existirem problemas o dito empregado está sempre de fora. É a vítima protegida pelo Tribunal do Trabalho, e o patrão o réu a quem cabe toda a responsabilidade.

Ora isso não é verdade. O patrão é um elo da cadeia social e económica, mas sujeito e dependente deste sistema económico que o ultrapassa. O patrão tem alguma culpa que o combustível suba? Tem alguma culpa que  haja corrupção em muitos concursos públicos, que as disparidades sociais  transfiram muita empresa  e produtos para outras áreas do globo?

Estes e muitos outros problemas, a que não podemos deixar de juntar a tremenda carga fiscal entre outras imposições legais, fazem com que uma empresa nunca possa dizer que está bem. Mais tarde  ou mais cedo os problemas surgirão.

Daí que esta coisa de responsabilizarmos o vencimento por todo o funcionamento de um sistema social tem que acabar.

-------------

Continua em : o meu conceito social.02



publicado por lamire às 09:13
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1 comentário:
De SAM a 6 de Dezembro de 2007 às 12:34
A todos os que demonstraram interesse pela campanha do Dia dos Direitos Humanos (http://fenixadeternum.blogspot.com/2007/11/um-mundo-uma-vida.html), no post de hoje (http://fenixadeternum.blogspot.com/2007/12/contagem-decrescente-para-o-dia-dos.html) do blog (http://fenixadeternum.blogspot.com/) poderão encontrar mais detalhes sobre o tema.
Conto convosco!
Obrigado.


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