"ENTRE NÓS E AS PALAVRAS, O NOSSO DEVER DE FALAR" Mário Cesariny, in:Pena Capital
Sábado, 13 de Março de 2004
Que Cultura?
Não posso deixar de transcrever a notícia do Jornal Diário de Coimbra, do passado dia 11 de Março:

Financiamento preocupa maestro
Produzir um serviço público e ser uma associação sem fins lucrativos é uma «combinação explosiva para andar sempre de pé atrás», sublinha Virgílio Caseiro. Em vésperas de eleições para a Orquestra, o maestro, que nada recebeu pelo trabalho prestado, alerta para a débil saúde financeira da formação e mostra-se interessado em largar a direcção

A vinte dias das eleições para os órgãos sociais da Orquestra de Câmara de Coimbra (OCC) – marcadas para dia 31 – ainda não se perfila sequer uma lista candidata, mas já é certo que o maestro titular não quer continuar na direcção.
«Para não haver confusão de cargos», Virgílio Caseiro diz que tenciona «ficar somente com a responsabilidade artística» da OCC. E isto não apenas por se intitular «um mau elemento» dirigente (insiste que não gosta de papéis e que não tem jeito para a administração), mas também porque deseja focalizar as energias para o trabalho de músico, afinal aquela que é a sua profissão.
Quanto à eventual candidatura a um segundo mandato pelos restantes elementos do órgão – o presidente Fernando Regateiro e a vice-presidente Emília Martins –, ainda nada foi assumido, pelo menos publicamente.
Passados mais de dois anos de trabalho, e para cima de uma centena de concertos (só em 2003 à volta de 70), Virgílio Caseiro lamenta, sobretudo, a falta de apoios financeiros: «Não exorbito com grandes alegrias quando se fala da saúde financeira» da OCC, diz o maestro.
Tem sido quase exclusivamente a Câmara Municipal a suportar as despesas logísticas e os ordenados dos 32 elementos desta formação musical. Com um orçamento proveniente da autarquia na ordem dos 125 mil euros (25 mil contos), para uma orquestra que precisaria de 225 mil euros (45 mil contos) por ano para funcionar, o que foi conseguido deve-se, em parte, a um maestro que está a trabalhar de graça, aos restantes membros da direcção que também nada recebem, bem como à ausência de funcionários administrativos ou de um único computador montado numa sede – é, igualmente, a Câmara que empresta instalações para os ensaios.
Questionado sobre se reclama um vencimento, Virgílio Caseiro responde, sem equívocos: «A minha remuneração é de legitimidade superlativa, porque sou um profissional, mas não é tão importante quanto a sobrevivência da Orquestra de Câmara».
Para o também professor de música, a OCC «já se afirmou», pelo que «se acabar não será por falta de qualidade».
Porém, haverá sempre uma dificuldade: «Produzimos um serviço público e somos uma associação sem fins lucrativos, uma combinação explosiva para andarmos sempre de pé atrás», sublinha.
De acordo com Virgílio Caseiro, «se a Orquestra de Câmara fosse tão mediática quanto o futebol, a sua sobrevivência não era contada até ao tostão».
Olhando para o panorama do patrocínio estatal – a Orquestra Nacional do Porto tem 1 milhão e 200 mil contos de orçamento, a Metropolitana de Lisboa cerca de 800 mil contos e a Filarmonia das Beiras 150 mil contos –, o maestro afirma que a OCC ficará «tranquilamente à espera que, um dia, a porta do Ministério da Cultura» também se lhe abra.
Paciente, é contra «a reivindicação pela reivindicação, que não leva a lado nenhum», e considera «melhor apresentar trabalho feito com dignidade».
Emília Martins começa por lançar um apelo aos mecenas e sugere a constituição de uma estrutura tipo “clube de amigos” da OCC, que entre outros fins também a apoiaria financeiramente.
A advogada diz mesmo que «um dos problemas que uma próxima direcção deve tratar é de criar condições para que Orquestra continue e para que maestro titular seja devidamente pago».  
Carlos Santos

Depois de ler este artigo, a única coisa que posso dizer é que se confirma muito do que penso e sinto.
Mais palavras para quê?
Por falar nisto, quem é o Ministro da Cultura?


publicado por lamire às 09:46
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